domingo, 9 de maio de 2010

Fazendo as pazes

Achei que ele fosse dar um piti naquele momento, afinal de contas, se resolvesse dar estaria no seu direito. Eu tinha consciência de que ele não era muito a favor do que eu estava fazendo, mas olha, o menino foi deveras maduro, olhou - me com os olhos arregalados, como se aqueles olhos orientas pudessem ficar grandes, mas ficaram. Deu pra ver a cor, pareciam iluminados, estariam brilhando por estar ao meu lado? Ou seria de raiva? Eram castanho médio, nem claro, nem escuro, na cor ideal, o que deixava a composição do rosto dele perfeita. No final da conversa me deu um beijo, o que me pareceu um dos mais gostosos de todos, o cheiro, o gosto, a textura da boca, tudo do jeito que eu gostava, pensei que era castigo dele comigo, só por que, por minha culpa a gente não ia ficar juntos por mais tempo. Mas pensei que não ia me arrepender, que ainda ia ter a vida toda ao lado dele, e disse pra mim mesma parar de ficar me martirizando.



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